28 de MAI

Sete pragas do Facebook

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CATEGORIA: Mídias Socias

Algumas coisas mudam. Outras, não. O Facebook cresce por aqui. O Brasil já tem mais de 73 milhões de usuários ativos. Mas é incrível que, mesmo com tamanha popularidade, certas manias perdurem. Tudo bem. Eu já caí em “pegadinhas”. Porém, passa o tempo e o que me soa piada velha de repente ressurge. E o pessoal compartilha, sem nem se perguntar o que é aquilo, por que, como. Sou eu a única criatura desconfiada na rede? Ou será que, na verdade, nós, brasileiros, temos tendência a comprar histórias muito rapidamente? Ou os dois?

Enfim, faço aqui uma lista de manias que se alastram como pragas:

1 – Curtir e compartilhar – se você gosta disso, curta. Se prefere aquilo, compartilhe. Quem inventou isso deveria ficar num cantinho olhando para a parede. De castigo. Pode algo mais preguiçoso? Ok, ok. Deve ter algo mais preguiçoso. Que o usuário comum brinque desse jeito, vá lá (embora eu pense que a pessoa é pouco criativa. Sorry, people). Uma marca fazer isso?! Ah, é preguiça. Desculpem-me se a franqueza fere alguns brios.

2 – Facebook pago – isso já aconteceu antes e agora volta. Tem gente compartilhando pela rede que está por vir uma espécie de conta premium, com a privacidade preservada, enquanto que os meros usuários teriam seus posts divididos com o mundo. Suas fotos, suas mensagens, tudo exposto. Ora, que pilantras! Mas, calma. Não saía por aí espalhando essa catástrofe. De acordo com o site Snopes, que analisa lendas urbanas do mundo digital, esse boato vem desde dezembro de 2009. Na ocasião, dizia-se que a partir de 30 de junho de 2010 (quanto tempo!) o Facebook cobraria uma taxa mensal de US$ 4,99. Percebem quanto a história é antiga? Pois bem. Essa “ameaça” está aí, de novo. Agora, as pessoas estão distribuindo uma mensagem dizendo assim: “agora é oficial. Saiu nas mídias”. Saiu nas mídias?! Mas que maneira de convencer o pessoal. Saiu nas mídias!!! Quais mídias? Divulgam também um valor: R$ 5,99 (esses 99 centavos persistem, hein). Alguém genial resolveu ir além e colocar o alerta em tom de denúncia de crime, usando um juridiquês para tentar ser mais crível. E dá-lhe número de artigo para dar aquele ar de verdade. Tô achando fácil convencer os usuários da rede. E como deve ter um monte de gente embarcando nessa, a página do Facebook Brasil publicou um post, na quarta-feira 22, com desenhos de cadeados, com uma explicação: “o Facebook é e sempre será um serviço gratuito. Lembramos também que são os nossos usuários que controlam o que, como e com quem cada um de seus conteúdos é compartilhado”.

3 – Cole no seu mural – essa mensagem já virou um clássico. Ao menos para mim. Ao que parece, o mundo se salvará se você colar no mural do seu Facebook um post dizendo xxxxx. Podem preencher o espaço dos “x” com alguma proposta. O preenchimento pode ser sobre a famigerada taxa de uso mensal: “se você colar isto no seu mural estará livre dessa cobrança. Caso contrário, suas publicações poderão tornar-se públicas. Mesmo aquelas mensagens que você excluiu ou fotos que não autorizou”. Vou experimentar colar na minha página algo nesta linha: “se você colar isto no seu mural, o cartão de crédito te dará 5% de desconto na fatura do mês”. Espero que isso se torne verdade.

4 – Portas fechadas – outra praga que também é uma reedição trata de uma suposta mudança de configurações do Facebook. A história de que você prestará um favor ao usuário se clicar no nome dele, passar o mouse sobre a palavra “xis” e remover a seleção “y", essa história é antiga, não é?! Você já viu isso antes. Pois retornou com uma ameaça: “informo a todos os meus amigos que dentro de alguns dias fecharei as portas a todos os que não fizerem o que aqui peço”. Que pessoal mimado o que criou esse post. Brincadeira. O elemento que procura dar veracidade à mensagem é um "tecniquês", um tal de “gráfico app”, que seria novo e permitiria a qualquer um no Facebook ver as imagens, as curtidas e os comentários (que mal pergunte... o que é um “gráfico app”?). O texto está escrito em mau português. E prossegue o post: “terei que excluir os que não evitarem que minha informação seja acessível ao público”. Claro. A pessoa deveria começar por se excluir porque é ela que detém esse controle. “Eu posto fotos de família a que não quero (sic) que estranhos tenham acesso”. Beleza. Configure a privacidade. No final, a instrução dessa mensagem tão ameaçadora deixará os comentários e os likes do usuário escondidos dos amigos. E aí, gostou da ideia?

5 – Fotos de bichinhos em sofrimento – na boa, não preciso disso para ser simpática a causas. E tampouco para ficar indignada. Não compartilho mensagens com esse tipo de apelo. Não adianta. A gente não precisa recorrer a esse expediente para pedir auxílio a um abrigo de animais, por exemplo.

6 – Adesão a causas, petições, abaixo-assinados – já disse que sou desconfiada?! Pois bem, não confio em algo cujo responsável eu não conheça um pouco. Eu preciso saber a cara, o nome, como construiu sua reputação. Afinal, se vou assinar algo, preciso entender com quem estou tratando. Então, pode ser uma causa muito justa, mas se eu não conheço a pessoa ou entidade que deu largada à iniciativa, não vou botar meu nome lá. Ou seja, amigos do Facebook, sinto por não poder contribuir com minha assinatura: eu preciso conhecer antes o autor da ideia. De outra forma, vou achar que minha participação será transformada em outra coisa. Ou talvez até vire nome para um mailing que tentará me vender algum imóvel ou pacote de telefonia.

7 – Conteúdo velho – você já leu o artigo na data da origem, em janeiro de 2011 ou em setembro de 2010. E agora volta o texto ao ar porque alguém o ressuscitou. Tudo bem, nesse caso reconheço minha chatice. Mas será que o usuário pode checar a data antes de compartilhar indignações, se houver esse sentimento? É que lembro de um vídeo com um programa de notícias da Globo que foi feito tem uns 200 anos. E aí vinha alguém compartilhar dizendo que estava muito irritado com as pessoas inertes, sem fazer nada contra aquela denúncia. Aquela denúncia de 200 anos atrás. Puxa, o Brasil até já tinha mudado, mas isso não ficou claro para o bravo usuário. Por isso, digo: cheque de quando é o conteúdo antes de sair esbravejando.

Fonte: www.meioemensagem.com.br

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