01 de AGO

“Homossexuais não são o modelo de família que quero no Brasil”, diz relator de projeto que proíbe casais gays em propagandas

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CATEGORIA: Entretenimento

Sabe aquela cena de comercial de margarina, com a família feliz tomando café da manhã? Se depender de um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, a família "Doriana" nunca vai poder ser constituída por casais gays ou pais solteiros. Um texto substitutivo inserido ao projeto de lei 5921/2001 pelo deputado federal Salvador Zimbaldi (PDT/Campinas), limita em comerciais destinados a crianças e adolescentes, a presença da representação familiar à formação prevista no artigo 226 da Constituição, restrita à união entre homem e mulher.

Em entrevista ao Virgula Lifestyle, o deputado, que é católico e pertence à Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, fez questão de afirmar que não se trata de uma ação preconceituosa e que a proposta apenas segue o que prevê a Constituição que caracteriza como família apenas casais heterossexuais.

“Temos que preservar o mínimo. Não estou estimulando nem incitando qualquer tipo de discriminação, mas é a Constituição que diz que famílias são formadas apenas de casais heterossexuais, não eu. A Constituição é a carta magna do país”, explicou.

Segundo Zimbaldi, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de liberar a união estável homoafetiva no país (ocorrida em 5 de maio deste ano) não significa uma mudança no modelo familiar brasileiro.

“O casamento gay só está liberado pelo judiciário, não pela Constituição. Não acho que essa liberação caracteriza um novo modelo de família no Brasil. Será que dois homens conseguem dar à luz uma criança? Óbvio que não”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de um casal gay adotar filhos, o deputado foi direto: “Sou contra a adoção de crianças por casais do mesmo sexo, pois essa criança ou assumirá uma homossexualidade forçada ou será revoltada. Se filhos de pais separados já têm problemas, imagine filhos de gays. Não tenho absolutamente nada contra os homossexuais, mas eles não são o modelo de família que eu quero no Brasil”, afirmou.

O substitutivo do deputado causou reação do deputado Jean Wyllys. Ele afirmou em seu Twitter que o projeto é preconceituoso e quer transformar quem não tem uma família de 'comercial de margarina', em alguém sem família alguma. Sobre o protesto do parlamentar, Zimbaldi comentou:

“Se ele realmente estivesse preocupado com isso, ao invés de ficar falando no Twitter, deveria ter feito uma emenda supressiva deste artigo e me apresentado, pois sou o relator. Mas ele não fez absolutamente nada. Ele só quer fazer barulho e chamar atenção”, afirmou.

Fonte: http://virgula.uol.com.br/

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